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TEXTO CURATORIAL

O Reverbe - Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, foi concebido há alguns anos no ímpeto de colocar no mundo uma criação. Entendemos que pensar um festival, um encontro, é um ato criativo, artístico e político, que traz assinatura e pontos de vista nada neutros sobre produções cênicas e sobre o mundo. 

Em sua segunda edição, a curadoria do Reverbe foi pensada por Greice Barros, Janaina Matter, também idealizadoras e coordenadoras do Encontro, juntamente com Daniele Santana e Patrícia Braga Alves. Quatro mulheres artistas, criadoras, produtoras, gestoras de diferentes contextos e identidades, que num balé de ideias, conversas, reuniões, risos e limitações de várias naturezas - desde agendas até orçamentárias - chegaram a um desenho de programação que abraça um universo de mulheridades. 

O que vemos aqui são corpos e trajetórias que tensionam o patriarcado não apenas como conceito, mas como estrutura que atravessa o cotidiano, os afetos, as instituições e os próprios modos de criação. São trabalhos que não falam sobre essas questões de fora, mas que emergem de experiências vividas, muitas vezes em territórios periféricos, geográficos e Simbólicos.

Durante muito tempo, fomos ensinadas a olhar para certos centros como lugares legitimadores da arte. Mas o que essa curadoria propõe é justamente deslocar esse olhar. O sertão, as bordas urbanas, as comunidades, os circuitos independentes, regiões menos óbvias, todos esses espaços aparecem aqui não como exceção, mas como produção potente de pensamento, linguagem e estética. 

Durante este processo, muitas vezes nos perguntamos: Faz sentido um encontro com recorte de gênero? A questão, que não necessariamente tem uma resposta objetiva, permeou muitas conversas sobre trabalhos cênicos, acesso, oportunidades e sobre o contexto social e político em que nos encontramos hoje. Concordamos que ainda não está superada a questão, e que ela é, muitas vezes, determinante na forma como os trabalhos são lidos e percebidos. 

Reverbe apresenta uma gama de criações de mulheres artistas de contextos, experiências, referências e linguagens muito amplas. Para além da ideia de gênero, os corpos comunicam e amplificam a ideia de mulheridade, entendendo que há muitas expressões possíveis dentro deste recorte. O corpo, que nunca é neutro, que pode ser marcado por lutas, resistências, estéticas, apagamentos, violências, insiste em existir, em se afirmar e se reinventar. Carrega memória e também produz futuro.

Corpos múltiplos, dissidentes, ancestrais, insurgentes, que não pedem mais autorização para ocupar espaços. Mais do que isso, tensionam o próprio espaço onde estão trazendo à tona questões pertinentes para o nosso tempo. 

Aqui há um processo onde arte e ativismo se encontram, onde pesquisa e criação caminham juntas, onde os processos importam tanto, ou mais, quanto os resultados. Muitos dos trabalhos aqui apresentados nascem de investigações longas, de relações com comunidades, de práticas continuadas que entendem a arte como um modo de estar no mundo.

Mais do que apresentar obras, este encontro propõe experiência. A experiência artística que encontra a do convívio. Compartilharemos nestes 9 dias trabalhos, saberes, dúvidas, incomodidades, mas também histórias, referências, risadas, refeições e ferramentas para enfrentar o que está diante de nós. Pois essencialmente, acreditamos que a saída possível para a loucura do mundo, é tecer redes fortes, diversas, flexíveis e que se baseiam na troca, na poesia e no amor.

Janaina Matter, Greice Barros, Daniele Santana, Patrícia Braga Alves

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A Alfaiataria está próxima da Praça Tiradentes, Generoso Marques e Praça da Mulher Nua (Praça 19 de Dezembro). Nestas regiões diversas linhas estão disponíveis.

Estacionamentos

Os estacionamentos mais próximos estão localizados na rua Presidente Farias e na rua Treze de maio.

Bicicletas
Sempre que puder e quiser venha de bike! Entrada pela Rua Presidente Farias, 333. 

 

 - carros + bicicletas

PS: Como todo centro de uma cidade grande o fluxo de carros em nossa região é intenso principalmente nos horários de pico, por isso vagas na rua tendem a ser escassas. Quando for o caso você pode optar por taxi ou outros meios de transporte compartilhado evitando o stresse na procura por vagas e contribuindo com a diminuição da poluição ambiental e sonora na cidade.

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